Um clássico com quase 500 anos, e continua a picar
La Celestina é daquelas obras que toda a gente conhece de nome e pouca gente leu de facto. É de 1499, é espanhola, e a personagem que lhe dá o título é uma alcoviteira tão bem construída que ficou na língua como sinónimo de manipuladora. Acredita, há muito pior forma de entrar para a história da literatura.
Esta edição é uma versão adaptada, o que significa que o texto original foi trabalhado para ser mais acessível, sem perder o essencial. Peguei nela numa tarde em que precisava de qualquer coisa diferente do habitual, e fiquei surpreendida com o ritmo. É dialogado quase todo, mais parecido com uma peça de teatro do que com um romance, e isso torna a leitura mais ágil do que se pode esperar de um texto do século XV.
Para quem é e para quem não é
Para mim, esta edição faz sentido para quem quer ler o clássico mas não tem tempo (nem paciência) para o original em castelhano medieval. Estudantes, curiosos, leitores que gostam de literatura ibérica: todos têm aqui uma porta de entrada decente.
Agora, se procuras uma edição académica com notas, aparato crítico e variantes textuais, esta não é a certa. É uma adaptação, não uma edição filológica. Isso não é defeito, é uma escolha editorial clara.
A 16,82 euros, o preço é razoável para um livro de qualidade dentro da coleção. O stock em Amazon.es pode variar, por isso se estás interessado, não esperes demasiado.