O que é isto, afinal?
O título soa a thriller científico, e de certa forma é. La hipótesis más peligrosa trabalha uma premissa que incomoda desde a primeira página, o género de livro que se larga em cima da mesa e se fica a pensar durante o jantar. Não direi mais para não estragar, mas quem gosta de não-ficção com ritmo de ficção vai sentir-se em casa.
A experiência de leitura
Sinceramente, o que me surpreendeu foi o estilo. Há uma clareza no texto que não é comum neste tipo de obra, sem ser simplista. Lê-se bem em português, porque a tradução (edição Hispánica) tem esse cuidado que às vezes falta nas edições mais apressadas. Fui a pensar ler um capítulo antes de dormir e fiquei dois.
A reserva honesta: para mim, o arranque é um pouco lento. Os primeiros trinta páginas pedem paciência. Quem não tem esse fôlego inicial pode desistir cedo demais, e seria pena.
Para quem é (e para quem não é)
Acredita, se gostas de livros que mexem com aquilo em que acreditas, este é para ti. Se procuras leitura leve de praia, passa à frente. A 22,70€ está dentro do normal para uma edição deste género, sem desconto de relance. Não é uma pechincha de preço, é uma pechincha de conteúdo, que às vezes é o que mais importa.