O que é que este disco substitui, exatamente?
Antes de falar de velocidade, convém perceber o que este SanDisk Extreme 2TB vem substituir. Para muita gente, é o disco externo USB 3.0 de spinning disk que anda na mochila há cinco anos, lento, barulhento e frágil. Para outros, pode ser um SSD externo de entrada de gama que tapa a mão nos 400 ou 500 MB/s. A diferença aqui é real: 1050 MB/s de leitura é o dobro do que a maioria dos SSD externos mais baratos oferece, e está mais perto de um SSD interno do que de um disco tradicional.
Quando compensa os 229 euros
Se trabalhas com vídeo, fotografia em RAW, ou moves ficheiros grandes com regularidade, o tempo poupado acumula-se depressa. Transferir 100 GB demora menos de dois minutos nesta velocidade; num disco de spinning disk, estarias à espera quatro vezes mais. O formato compacto e a certificação IP65 fazem dele uma escolha sólida para quem trabalha no exterior ou viaja com equipamento. Dois anos de uso intenso e o preço por hora de trabalho poupado já começa a fazer sentido.
As desvantagens que ninguém te conta
O cabo incluído é USB-C para USB-C, o que obriga a um adaptador em muitos portáteis mais antigos. E aqui está a fraqueza típica do segmento: a velocidade máxima só se confirma com um controlador USB4 ou Thunderbolt. Numa porta USB 3.2 Gen 1 normal, ficas muito aquém do prometido. Além disso, 229 euros é um preço que pressupõe que precisas dos 2TB todos, e não apenas de um disco rápido.
Para quem não faz sentido
Se usas o disco para fazer backup esporádico de documentos e fotos de telemóvel, um SSD externo de 500 GB por metade do preço serve-te na perfeição. A velocidade NVMe é um luxo que só se traduz em ganho real quando os ficheiros são grandes e as transferências são frequentes. Compra com esse critério em mente.