O que é que 454 euros substituem aqui

Um iPad desta geração pode substituir um portátil de entrada, um leitor de e-books premium, um segundo ecrã portátil e, para muita gente, até uma câmara compacta que já não usa. O chip A16 garante que não fica desatualizado em dois anos, o que acontecia com gerações anteriores mais rapidamente do que a Apple gostava de admitir. A questão não é se o hardware é bom. É.

A questão é outra: o que é que tu fazes com ele que não consegues fazer com o que já tens?

Quando o preço se paga

Se usas tablet regularmente para trabalho em mobilidade, criação de conteúdo ligeira, estudo com anotações ou consumo intensivo de multimédia, 128 GB e a fluidez do A16 fazem diferença real. O ecrã Liquid Retina de 11 polegadas é confortável para trabalhar durante horas, e a câmara frontal de 12 Mpx com enquadramento automático tornou as videochamadas genuinamente boas nesta gama.

Para quem troca de tablet de cinco em cinco anos, este modelo aguenta bem esse ciclo.

Onde o argumento cai por terra

Se usas tablet principalmente para ver séries no sofá ou jogar casualmente, um modelo de geração anterior a 300 euros faz exactamente o mesmo. O A16 não se vai notar em YouTube ou Netflix.

Há também uma fraqueza típica deste segmento que convém não ignorar: o ecossistema iPadOS ainda é frustrante para tarefas que exigem multitasking real. Janelas flutuantes, gestão de ficheiros, ligação a periféricos externos, tudo funciona, mas com fricção suficiente para irritar quem vem do Windows.

E sem Apple Pencil ou teclado incluídos, os acessórios que tornam este iPad realmente produtivo custam mais uns 150 a 250 euros em cima. Convém entrar nessa conta desde o início.