O que é que estás a comprar, afinal

O Nintendo Switch Sports Resort é, nas suas bases, uma coleção de minijogos controlados por movimento, o mesmo conceito que tornou o Wii Sports um fenómeno doméstico há quase duas décadas. Ténis de mesa, badminton, bowling, ciclismo, entre outros modos, todos desenhados para serem jogados de pé, com os Joy-Cons na mão e algum espaço à volta. Não é um jogo de narrativa, não tem progressão profunda. É exatamente o que parece: entretenimento social, físico e imediato.

O que substitui e em quanto tempo se paga

Para uma família com crianças em idade escolar, este jogo pode substituir facilmente uma tarde de bowling real, que em Portugal ultrapassa com frequência os 30 a 40 euros para quatro pessoas. Duas ou três saídas e o jogo já se pagou. Para um adulto que joga sozinho, o retorno é bem mais discutível.

O ponto crítico é este: o Sports Resort brilha em grupo. Sentado no sofá, sozinho, perde a maior parte da graça num quarto de hora.

A fraqueza do segmento que ninguém gosta de ouvir

Jogos de movimento têm um problema estrutural que afeta toda a categoria, independentemente do título: o entusiasmo inicial é alto e a regularidade de uso cai a pique ao fim de poucas semanas. É uma tendência bem documentada desde os tempos do Wii Fit. Não é uma crítica específica a este produto, é um padrão real.

Para quem faz sentido comprar agora

Se tens visitas frequentes em casa, filhos entre os 6 e os 14 anos, ou procuras um jogo para animar um jantar entre amigos sem curva de aprendizagem, os 79,95€ justificam-se. Se jogas sobretudo sozinho e à noite depois do trabalho, há escolhas melhores a esse preço.