O que é que este rádio substitui, concretamente
A pergunta honesta é esta: em 2024, quem precisa de um rádio portátil dedicado? A resposta não é ninguém, se já tens um smartphone com dados ilimitados. Mas há situações reais em que este aparelho ganha por abandono: uma casa de campo sem boa cobertura de internet, uma garagem, um quarto de pessoa mais velha que não quer aprender a usar o Spotify, uma rádio de campismo. Nesses contextos, o TAR1509 é funcional sem pedir nada em troca.
O que a Philips entrega, e o que não entrega
O TAR1509 recebe FM e MW, tem sintonização analógica, funciona a pilhas ou com alimentação elétrica, e é leve o suficiente para andar de um lado para o outro. Não tem DAB+, que é a rádio digital que começa a ganhar terreno em vários países europeus, incluindo Portugal. Para quem vive em zona de boa cobertura FM, isso não é problema nenhum. Para quem quer rádio digital ou uma qualidade de som mais limpa, já é uma limitação real.
A fraqueza típica deste segmento é o altifalante. Rádios portáteis baratos têm som aceitável em volumes médios e rapidamente ficam distorcidos quando se puxa o volume. Não é específico deste modelo, é a física do formato.
Para quem compensa e para quem não compensa
Compensa se precisas de algo simples, resistente ao esquecimento e sem dependência de wi-fi ou dados. Compensa também como oferta prática para alguém que não quer tecnologia complicada.
Não compensa se já tens uma coluna Bluetooth com acesso a rádio por internet, se queres DAB+, ou se o uso vai ser intenso e diário com exigência de qualidade de som. Nesse caso, o investimento devia ser outro.