O que é que este objeto substitui, exatamente?

Um rádio de emergência com manivela substitui, em simultâneo, várias coisas: pilhas, acesso à internet, carregador de parede e a esperança de que o telemóvel aguente a bateria numa situação de crise. Em Portugal, onde os cortes de energia durante tempestades e incêndios são uma realidade documentada, ter um aparelho que funciona por energia solar ou por manivela não é paranoia. É pragmatismo.

Este modelo específico acrescenta uma lanterna LED e sinal SOS ao pacote, e tem uma bateria de 2000 mAh que também carrega telemóveis por USB. Modesto, mas funcional.

O que funciona e o que não funciona

O argumento forte é o preço. A 21 euros, não estás a investir numa peça de alta fidelidade. A qualidade de som de qualquer rádio deste segmento é aceitável para ouvir notícias, não para ouvir música com prazer. A receção AM/FM depende muito da zona geográfica onde estiveres, e em áreas de montanha ou muito rurais pode decepcionar.

A manivela, que parece o ponto forte, exige paciência: gerar energia suficiente para carregar um telemóvel desta forma demora. É uma solução de último recurso, não de conforto.

A fraqueza típica deste segmento

O problema comum a quase todos os rádios solares baratos é a degradação da bateria interna ao longo do tempo, especialmente se ficarem guardados sem uso. Compras, guardas numa mochila, e dois anos depois descobres que a bateria já não retém carga. Se este vai mesmo ficar no armário "para emergências", testa-o de vez em quando.

Dito isto, para quem quer uma rede de segurança básica por menos de 25 euros, faz sentido. Para quem precisa de algo robusto e fiável para uso frequente ao ar livre, o orçamento devia ser outro.