O que é que uma pen substitui, exatamente?
Uma pen flash de 64 GB compete, hoje, com três alternativas: a cloud (Google Drive, Dropbox), cartões microSD e discos SSD externos. A vantagem sobre todas elas é a simplicidade bruta: não precisas de conta, de cabo especial nem de bateria. Pegas, ligas, copias. Para transportar ficheiros entre dois computadores sem internet, continua a ser a forma mais rápida de resolver o problema.
130 MB/s: velocidade real ou número de caixa?
O valor anunciado refere-se à leitura. A escrita neste segmento de produto costuma ficar muito abaixo, algures entre 15 e 40 MB/s dependendo do tipo de ficheiro. É uma fraqueza típica das pens flash a este preço, não específica deste modelo. Para copiar 64 GB de ficheiros grandes, podes esperar entre 30 minutos e mais de uma hora, conforme o sentido da transferência. Quem precisa de mover vídeos RAW ou backups pesados com frequência vai sentir essa limitação.
O software SecureAccess: bónus ou distração?
A SanDisk inclui o SecureAccess, que cria uma pasta encriptada com palavra-passe dentro da pen. É útil para documentos sensíveis que carregas no bolso. Não substitui encriptação de disco completo, mas para um contrato ou um scan do passaporte, faz o trabalho. Dito isto, o software tem de ser instalado e nem todos os computadores onde vais usar a pen permitem isso.
Então, quem devia comprar e quem não devia?
A menos de 22 euros, faz sentido para quem precisa de uma pen de apoio, para carregar apresentações, partilhar ficheiros em contexto profissional ou guardar uma cópia offline de documentos importantes. Não faz sentido como solução principal de backup ou para transferências frequentes de grandes volumes de dados. Aí, um SSD externo de entrada de gama, ainda que mais caro, poupa tempo e frustração.