O que é que 20 TB substitui, concretamente?

Um disco destes cabe, a título de exemplo, cerca de 20 000 filmes em qualidade standard ou vários anos de footage em RAW de uma câmara profissional. Na prática, substitui um NAS básico de entrada, múltiplos discos externos de menor capacidade ou uma subscrição de armazenamento cloud que, a 100 GB por mês, pode custar entre 10 e 20 € mensais. Fazer as contas é fácil: ao fim de quatro a seis anos, o disco paga-se só em subscrições poupadas, e continuas com os dados em casa, sem dependência de ligação à internet.

Para quem é e para quem não é

Faz sentido se és fotógrafo, videomaker, ou se geres o arquivo digital de uma pequena empresa com ficheiros pesados. Também para quem usa um servidor de média caseiro, como Plex ou Jellyfin, com uma biblioteca volumosa.

Não faz sentido se o teu uso real não passa de alguns terabytes. Pagar mais de mil euros para deixar 15 TB vazios não é investimento, é desperdício.

A fraqueza típica dos discos de alta capacidade

Há uma limitação que vale a pena nomear e que é comum a toda esta categoria: discos de secretária com capacidades muito elevadas tendem a usar tecnologia SMR (Shingled Magnetic Recording) em vez de CMR. Isso significa escritas mais lentas em ambientes de uso intenso, como backups frequentes de grandes volumes. O WD Elements não é comercializado como disco de servidor, e nota-se. Para arquivo puro, funciona bem. Para uso intensivo e constante, pode frustrar.

Interface e uso no dia a dia

USB 3.0 plug-and-play, sem software obrigatório, compatível com Windows e Mac. A instalação demora dois minutos. A caixa é simples, sem ventoinha audível em repouso. Para um disco que provavelmente vai estar sempre ligado a um computador fixo ou a um router com porta USB, o formato de secretária é o mais adequado.