Um clássico que não precisa de apresentação

Há jogos que ficam. Ocarina of Time é um deles. Lancei-o pela primeira vez numa tarde chuvosa de sábado, achando que ia jogar meia hora, e acordei com o ecrã ainda ligado às duas da manhã. Esse poder de sugar o tempo não desapareceu.

Na Switch 2, o jogo chega com visuais melhorados e os controlos adaptados ao novo hardware. Não é uma reconstrução do zero, mas nota-se o cuidado. As texturas estão mais limpas, o Link para de sacudir como se vivesse em 1998, e jogar em modo portátil tem qualquer coisa de certo.

A quem compensa e a quem não

Se nunca jogaste Ocarina of Time, para mim isto é compra direta. É uma das experiências mais completas que um jogo de ação e aventura pode oferecer: puzzles que obrigam a pensar, uma história que prende, e aquela sensação de exploração que hoje em dia é rara.

Se já jogaste na Nintendo 64 ou nas edições anteriores, a decisão é mais difícil. Os 59,90 euros pesam quando o jogo em si não mudou assim tanto. Acredita, a nostalgia tem um preço, e aqui é um preço real.

A minha reserva honesta: não há grandes extras, sem conteúdo novo, sem modo multijogador. É o jogo clássico numa embalagem nova. Para quem espera mais, pode decepcionar.

Para quem quer jogar Hyrule no sofá ou no comboio, porém, continua a ser difícil encontrar algo melhor a este nível de qualidade.