O que muda na prática

A diferença entre este e os modelos anteriores nota-se mais no dia a dia do que nos números. O Wi-Fi 6 faz exatamente o que promete: menos engasgos quando há mais aparelhos na rede de casa. Sinceramente, foi o primeiro Fire Stick em que deixei de ver aquele círculo a rodar no meio do ecrã ao fim de semana, quando toda a gente está em casa e a rede fica congestionada.

O Dolby Vision e o Dolby Atmos funcionam bem, desde que a televisão suporte esses formatos. Se tens uma TV mais antiga, não vais sentir grande diferença. Isso é importante saber antes de comprar.

O Alexa+ e o telecomando

O Alexa+ é a novidade desta versão. Para mim, é útil sobretudo para pesquisar séries e filmes sem estar a saltar de app em app. Pergunto "mostra-me dramas coreanos no Netflix" e aparece. Não é magia, mas poupa tempo. O telecomando tem botões de atalho para as plataformas principais, o que, acredita, acaba por se usar bastante mais do que se imagina.

Uma reserva honesta: a interface da Amazon empurra bastante o conteúdo próprio. Se usas sobretudo o Netflix ou o Disney+, chegas lá na mesma, mas tens de ignorar algum ruído pelo caminho.

A quem compensa

A quem tem uma TV sem sistema operativo decente, ou com um sistema lento que dá vontade de atirar o comando à parede. A quem já tem Wi-Fi 6 em casa e uma TV compatível com Dolby Vision. A 36 euros, é uma compra sólida. A quem tem já um Stick de geração recente e televisão com sistema próprio fluido, a atualização pode não justificar.