O que é que este pack substitui, concretamente

Pilhas AA são o consumível mais silencioso de qualquer casa: comandos de televisão, ratos sem fio, brinquedos, balança de cozinha, relógio de parede. O pack de 8 Duracell Plus a 11,54€ parece pouco, mas é um gasto que se repete. A questão relevante não é se as Duracell são boas, é se faz sentido continuar a comprar pilhas descartáveis ou migrar para recarregáveis.

Quando compensa e quando não compensa

Há dispositivos em que as recarregáveis NiMH perdem para as alcalinas: comandos de ar condicionado que ficam meses sem uso, sensores de porta, termómetros de quarto. Nesses casos, as alcalinas mantêm carga durante anos em espera, algo que as recarregáveis não fazem com a mesma eficiência. Para um telecomando que usas todos os dias, a conta é diferente: um pack de 4 pilhas AA recarregáveis custa entre 10€ e 15€ e aguenta centenas de ciclos. O Duracell Plus paga-se em conveniência, não em economia de longo prazo.

A promessa de "150% de duração" é real em condições de laboratório, mas em dispositivos de alto consumo como joysticks ou lanternas, a diferença face a outras marcas alcalinas de qualidade é menos dramática do que o marketing sugere.

A fraqueza típica do segmento

Todas as pilhas alcalinas descartáveis têm um problema que raramente vem na embalagem: podem vazar se ficarem esquecidas num dispositivo durante muito tempo. Isso danifica o compartimento da bateria de forma irreversível. Não é exclusivo da Duracell, é um risco do segmento inteiro.

A embalagem sem plástico é um ponto positivo real. A 1,44€ por pilha, o preço está dentro do razoável para a marca. Se o teu uso é esporádico ou em dispositivos de espera longa, faz sentido. Se usas pilhas AA de forma intensiva e regular, as recarregáveis pagam-se em menos de seis meses.